REQUISITOS DE UNIFORMIDADE PARA MANUSCRITOS SUBMETIDOS A PERIÓDICOS BIOMÉDICOS E DECLARAÇÕES SUPLEMENTARES

Comitê Internacional de Editores de Periódicos Médicos


Introdução

Resumo dos requisitos

Publicação redundante ou duplicata

Publicação secundária aceitável

Preparação do manuscrito
Página-Título, Autoria, Sumário e palavras-chave, Texto, Agradecimentos, Referências, Tabelas, Ilustrações (figuras), Legendas de ilustrações

Unidades de medidas

Abreviaturas e símbolos

Apresentação de manuscritos
Textos em disquetes

Publicações participantes

Declarações adicionais do Comitê Internacional dos Editores de Periódicos Médicos
Retratação de descobertas em pesquisas, Liberdade e integridade editorial, Sigilo, O Papel da seção de correspondência, Manuscritos concorrentes baseados no mesmo estudo, Ordem de autoria, Normas para a proteção do direito ao anonimato do paciente, Definição de periódico revisado por colegas de profissão, Periódicos médicos e a mídia popular, Conflito de interesse, Publicidade, Suplementos


INTRODUÇÃO

Um pequeno grupo de editores de publicações médicas em geral encontrou-se informalmente em Vancouver, Canadá, em 1978, a fim de estabelecer normas e orientações para a padronização de manuscritos submetidos a seus periódicos. O grupo, agora ampliado e conhecido como o Comitê Internacional de Editores de Periódicos Médicos (também chamado Grupo de Vancouver), tem se reunido anualmente desde então e seus interesses se ampliaram.

O comitê produziu quatro edições dos Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journal, das quais a quarta impressão foi ligeiramente revisada em janeiro e setembro de 1993 (texto revisado com notas apensas). Na discussão dos requisitos acerca de manuscritos, foram levantadas questões referentes a outros itens de publicação, especialmente a ética. Alguns destes tópicos figuram agora nos Requisitos de Uniformidade; outros são abordados em declarações em anexo emitidas pelo comitê. Os Requisitos de Uniformidade e as declarações do comitê estão reproduzidos neste folheto. Cada declaração foi inicialmente publicada em um periódico científico, e as citações referentes às publicações originais estão aqui incluídas. O conteúdo total desta publicação pode ser reproduzido para fins educacionais e sem fins lucrativos, independentemente de direitos autorais; o comitê incentiva a sua distribuição, que, esperamos, será de utilidade.

Solicita-se às publicações acordes com a utilização dos Requisitos de Uniformidade que mencionem este documento em suas Instruções aos Autores. Mais de 500 periódicos participam atualmente deste acordo.

Dúvidas e comentários devem ser remetidas à secretaria.

Em janeiro de 1978, editores de algumas das mais importantes publicações biomédicas publicadas em inglês reuniram-se em Vancouver, Canadá, e decidiram uniformizar os requisitos técnicos para os manuscritos submetidos a seus periódicos. Tais normas, incluindo modelos de referências bibliográficas desenvolvidas para esse evento, pela Biblioteca Nacional de Medicina, foram publicados em 1979. O mesmo grupo originou o Comitê Internacional de Editores de Periódicos Médicos e, nos anos seguintes, revisou os requisitos, sendo esta a sua quarta edição.

Quase 500 publicações da área médica concordaram em adotar essas normas para os manuscritos recebidos, sendo importante enfatizar no que elas implicam e no que não implicam.

Em primeiro lugar, os requisitos são instruções aos autores para a elaboração de manuscritos, e não para editores em relação ao estilo de publicação. Mas muitos periódicos têm utilizado elementos destes requisitos no seu estilo de publicação.

Em segundo lugar, se os autores prepararem manuscritos na forma especificada por tais requisitos, os editores participantes não os devolverão para mudanças no estilo, antes de considerá-las para publicação. Ademais, no processo de publicação, os periódicos podem alterar manuscritos aceitos de modo a se adaptarem aos detalhes do seu estilo.

Em terceiro lugar, os autores, ao enviar manuscritos para um periódico, não devem adequá-los ao estilo do mesmo, porém, devem seguir os Requisitos de Uniformidade para Manuscritos Submetidos a Periódicos Biomédicos.

Os autores devem, igualmente, seguir as instruções relativas aos tópicos para aquela publicação e os tipos de trabalhos aceitos — por exemplo, artigos originais, revisões ou relatos de casos. Adicionalmente, é provável que as instruções dos periódicos contenham outros requisitos específicos daquela publicação, tais como número de cópias dos manuscritos, idiomas aceitos, extensão dos artigos e abreviaturas aprovadas.

Cabe aos periódicos participantes informar, em suas instruções aos autores, que seus requisitos se enquadram nos Requisitos de Uniformidade para Manuscritos Submetidos a Periódicos Biomédicos e citar uma versão publicada. Este documento será revisado em períodos regulares.

 

RESUMO DOS REQUISITOS

O manuscrito deverá ser digitado em espaço-duplo, inclusive a página-título, sumário, texto, agradecimentos, referências, tabelas e legendas.

Cada tópico deve iniciar numa página nova, obedecendo à seguinte sequência: página-título, sumário e palavras-chave, texto, agradecimentos, referências, tabelas (cada tabela completa com título e legendas em uma página apensa), e legendas para ilustrações.

As ilustrações terão de ser necessariamente de boa qualidade, em cópias brilhantes e sem montagem, geralmente no tamanho de 127x173mm (5x7 polegadas), porém sem ultrapassar 203x254mm (8x10 polegadas).

Submeta o número exigido de cópias do manuscrito e ilustrações (ver as instruções da publicação) em um envelope de papel resistente. O manuscrito apresentado deverá estar acompanhado de uma carta, conforme descrito sob o título: Apresentação de Manuscritos, e as autorizações para reproduções de material anteriormente publicado ou de ilustrações que possam identificar pessoas.

Siga as instruções relativas à transferência de direitos autorais; os autores deverão guardar cópias de todo o material remetido.

 

PUBLICAÇÃO REDUNDANTE OU DUPLICATA

A publicação redundante de um texto é aquela que se sobrepõe substancialmente a outro já publicado.

Deve-se assegurar aos leitores de periódicos de fonte primária a originalidade do artigo publicado, a menos que seja claramente enunciada a sua reedição, por desígnio do autor e do editor. Os fundamentos para esta medida são as leis internacionais de direitos autorais, a conduta ética e o uso eficaz de recursos em termos de custos.

À maioria dos periódicos não interessa receber trabalhos previamente relatados em grande parte, em artigo já publicado ou contido em outro texto que tenha sido submetido ou aceito para publicação em outro local, em gráfica ou mídia eletrônica. Este procedimento não impede a avaliação de um trabalho rejeitado por outro periódico ou de um relatório completo, complemento de um preliminar, tal como um sumário ou um poster apresentado em um encontro profissional. Também não deixará de ser considerado um trabalho já apresentado em encontro científico, porém ainda não publicado integralmente, ou mesmo, submetido à análise prévia para publicação sob forma de anais de congresso ou similar. Reportagens na imprensa acerca de encontros científicos geralmente não serão considerados como digressões desta regra, porém não deverão ser ampliadas por meio de dados adicionais ou cópias de tabelas e ilustrações.

Ao apresentar um trabalho escrito, cabe ao autor sempre submeter ao editor uma declaração completa sobre todas as apresentações e relatos anteriores que possam ser considerados como publicações redundantes do mesmo trabalho ou de outro muito semelhante. O primeiro deverá alertar o editor no caso em que o trabalho inclua temas sobre os quais já tenha sido publicado um texto anterior. Todas essas referências deverão constar no novo texto, assim como cópias deste material anexas ao trabalho apresentado, a fim de auxiliar o editor na avaliação do assunto.

Caso ocorra publicação redundante, os autores deverão aguardar uma atitude por parte dos editores. Ao menos, imediata rejeição do manuscrito deve ser esperada. Se, em virtude de o editor não estar ciente das violações, o artigo já houver sido impresso, então uma nota de publicação redundante será divulgada, independente de explicação ou aprovação por parte do autor.

A liberação preliminar, em geral para a mídia pública, de informações científicas descritas em trabalho já aceito, porém ainda não publicado, constitui violação das normas internas de muitos periódicos. Em poucos casos, e somente através de providências junto ao editor, a liberação preliminar de dados pode ser aceitável — por exemplo, se houver uma emergência de saúde pública.

 

PUBLICAÇÃO SECUNDÁRIA ACEITÁVEL

Uma publicação secundária no mesmo idioma ou em outra língua, especialmente em outros países, é justificável e pode ser benéfica, desde que preencha todas as condições seguintes:

1. Os autores tenham recebido aprovação por parte dos editores de ambos os periódicos; o editor responsável pela segunda publicação deverá estar de posse de uma fotocópia, reimpressão ou manuscrito da primeira versão.

2. A prioridade da primeira publicação seja respeitada por um intervalo de publicação de pelo menos uma semana (a menos que especificamente acordado de outra forma por ambos os editores).

3. O texto da segunda publicação seja direcionado para um grupo diferente de leitores; nesse caso uma versão resumida poderia ser suficiente.

4. A segunda versão reflita fielmente os dados e interpretações da primeira.

5. Uma nota na página-título da segunda versão informe
aos leitores, colegas e repartições documentais que o trabalho foi publicado total ou parcialmente, citando também a referência inicial. Uma nota de rodapé apropriada poderia ser: "Este artigo baseia-se em um estudo já publicado no [título do periódico, com referências completas]".

A permissão para a segunda publicação deverá ser gratuita.

 

PREPARAÇÃO DO MANUSCRITO

Digite ou imprima o manuscrito em papel branco de 216x279mm (8½x11 polegadas) ou A4 (212x297mm), com margens de pelo menos 25mm, utilizando apenas uma face do papel. Use espaçamento duplo em toda a extensão do trabalho, inclusive página-título, sumário, texto, agradecimentos, referências bibliográficas e legendas. Numere as páginas consecutivamente, no respectivo canto superior ou inferior direito, a partir da página-título.

Página-Título

A página-título deverá conter: a. o título do artigo, conciso, porém informativo; b. o primeiro nome, inicial do nome do meio, e o sobrenome de cada autor, seguido do(s) mais elevado(s) grau(s) acadêmico(s) e filiação institucional; c. nome do(s) departamentos(s) e instituição(ões) ao quais o trabalho deve ser atribuído; d. repúdios ou retratações, se houver; e. nome e endereço do autor responsável para correspondência relacionada ao manuscrito; f. nome e endereço do autor a quem devem ser solicitadas separatas, ou, em caso contrário, declaração de indisponibilidade de exemplares junto ao autor; g. fonte(s) de apoio sob a forma de concessões, equipamentos, medicamentos, ou todos estes; e h. um título de pequena extensão ou linha de rodapé com, no máximo, 40 caracteres (incluindo letras e espaços) na página-título e identificados.

Autoria

Todas as pessoas designadas como autores devem qualificar-se para tal fim, mencionados em ordem estabelecida por decisão conjunta dos co-autores. A participação de cada autor no trabalho deverá ser suficiente, para poder assumir responsabilidade por seu conteúdo perante o público.

O crédito de autoria fundamenta-se apenas em contribuições substanciais para: a. concepção e projeto, ou análise e interpretação de dados; b. redação do artigo, ou sua revisão crítica, visando importante conteúdo intelectual; e c. aprovação final da versão a ser publicada. Todas estas três condições devem ser satisfeitas. A participação restrita à aquisição de fundos ou à coleta de dados, assim como a supervisão geral da equipe de pesquisa não são suficientes para caracterizar autoria. Qualquer parte de um artigo de notória importância para suas conclusões principais terá de ser da responsabilidade de, pelo menos, um autor.

Os editores poderão requerer dos autores que justifiquem sua atribuição de autoria.

Cada vez maior número de experimentos multicêntricos são atribuídos a um grupo de autores. Todos os membros do grupo definidos como autores, logo em seguida ao título ou em nota de rodapé, devem satisfazer plenamente os critérios de autoria expostos nos Requisitos de Uniformidade. Os membros do grupo que não preencham tais requisitos devem ser citados, com sua permissão, na parte de Reconhecimentos ou num Apêndice (ver Reconhecimentos).

Sumário e palavras-chave

A segunda página deverá apresentar um sumário (no máximo, 150 palavras para sumários não-estruturados ou 250 palavras se estruturados), enunciando a finalidade do estudo ou investigação, procedimentos básicos (seleção de pessoas ou animais de laboratório; métodos analíticos e de observação), resultados principais (fornecer dados específicos e seu significado estatístico, se possível) e conclusões mais importantes. Enfatize os aspectos novos e importantes do estudo ou observações.

Abaixo do sumário, forneça — e identifique como tal — de três a dez palavras-chave ou expressões curtas que auxiliem os indexadores a realizarem o cruzamento da indexação do artigo e que possam ser publicadas com o sumário. Utilize termos extraídos da lista de temas médicos (MeSH) do Index Medicus; caso ainda não haja termos adequados para designações recentemente criadas, podem-se empregar os atuais.

Texto

O texto de artigos de observação ou experimentais é em geral — mas não necessariamente — dividido nas seguintes seções: Introdução, Métodos, Resultados e Discussão. Artigos longos podem necessitar de subtítulos em algumas seções de modo a esclarecer seu conteúdo, especialmente Resultados e Discussão. Em outros tipos de artigos, como relatos de caso, revisões e editoriais é provável a necessidade de outros padrões. Os autores devem consultar os diversos periódicos para orientações adicionais.

Introdução

Enuncie a finalidade do artigo, resuma o raciocínio empreendido para o estudo ou observação, forneça apenas referências pertinentes e não analise o artigo extensivamente. Não inclua na introdução dados ou conclusões extraídas do trabalho que está sendo relatado.

Métodos

Descreva claramente os critérios de seleção do material observado ou experimental (pacientes ou animais de laboratório, incluindo os controles). Identifique os métodos, instrumentos (nome do fabricante e seu endereço entre parênteses), e os procedimentos utilizados com detalhes suficientes para permitir a outros pesquisadores reproduzir os resultados. Forneça referências quanto aos métodos estabelecidos, inclusive no tocante às avaliações estatísticas (ver abaixo); proporcione referências e breves descrições de métodos que, embora publicados anteriormente, não são bem conhecidos; descreva métodos novos ou métodos com modificações substanciais, justifique o seu uso, e avalie suas limitações. Mencione precisamente todas as drogas e substâncias químicas utilizadas, incluindo nome(s) genérico(s), dosagem(ns) e via(s) de administração.

Ética

Ao relatar experimentos realizados em humanos, indique se os procedimentos seguidos estão de acordo com os padrões éticos do comitê responsável por experimentação humana (institucional ou regional) e com a Declaração de Helsinque de 1975, revisada em 1983. Não utilize nomes ou iniciais dos pacientes, nem seus números de registro em hospitais, especialmente em ilustrações. Ao relatar experimentos em animais, indique se foram seguidos os padrões da Instituição ou do Conselho Nacional de Pesquisa ou de qualquer Lei nacional relativos aos cuidados e a seu uso em laboratório.

Estatísticas

Descreva os métodos estatísticos de modo suficiente, a fim de permitir ao leitor com acesso aos dados originais a constatação dos resultados relatados. Quando possível, quantifique os resultados e apresente-os acompanhados de indicadores de erro de mensuração ou de incerteza (tais como intervalos de confiabilidade). Evite confiar apenas em testes estatísticos de hipóteses, como o uso de valores P, que não conseguem veicular importantes informações quantitativas. Discuta a qualificação dos indivíduos usados na experiência. Forneça detalhes sobre o critério de distribuição aleatória. Descreva os métodos para detecção e seu sucesso em quaisquer subterfúgios possíveis nas observações realizadas. Relate as complicações no tratamento. Forneça números de observações. Relate as perdas em relação à observação (como abandonos em um estudo clínico). As referências em relação à finalidade do estudo e aos métodos estatísticos devem reportar-se aos trabalhos padronizados (com suas páginas mencionadas) sempre que possível, em vez de limitar-se apenas a referências a textos onde os projetos ou métodos foram originalmente mencionados. Especifique quaisquer programas de computador de uso geral utilizados.

Faça uma descrição geral dos métodos na seção Métodos. Quando os dados estiverem resumidos na seção Resultados, especifique os métodos estatísticos empregados para analisá-los. Restrinja as tabelas e figuras àquelas necessárias à explicação do objetivo do estudo e que lhe sirvam de apoio. Use gráficos como alternativa para tabelas com muitos dados; não duplique a apresentação dos mesmos dados em tabelas e gráficos. Evite o uso não-
-específico de termos técnicos de estatística, tais como "aleatório" (que implica um critério de distribuição aleatória), "normal", "significativo", "correlações" e "amostra". Defina os termos estatísticos, abreviações e a maior parte dos símbolos.

Resultados

Apresente seus resultados em seqüência lógica no texto, tabelas e ilustrações. Não repita no texto todos os dados constantes das tabelas ou ilustrações; enfatize ou resuma somente as observações importantes.

Discussão

Ressalte os novos e importantes aspectos do estudo e as conclusões obtidas. Não se estenda em repetir detalhadamente dados ou outros materiais já mencionados na Introdução ou nos Resultados. Inclua, na Discussão, as implicações dos resultados e suas limitações, inclusive aquelas aplicáveis a pesquisas futuras. Relacione os resultados com outros estudos relevantes, assim como as conclusões com os objetivos do estudo, mas evite afirmativas não qualificadas e ilações que não estejam inteiramente fundamentadas em seus dados. Evite também reivindicar prioridade e aludir a trabalhos inconclusos. Quando convicto, enuncie novas hipóteses, porém denomine-as claramente como tal. Quando conveniente, podem-se incluir recomendações.

Agradecimentos

Em um local apropriado do artigo (rodapé na página--título ou em anexo ao texto; ver os requisitos do periódico), um ou mais enunciados devem especificar: a) contribuições que necessitem de agradecimentos, mas não justifiquem autoria, tal como apoio geral proporcionado por uma Cadeira Departamental; b) agradecimentos por auxílio técnico; c) agradecimentos de apoio financeiro ou material, especificando a sua natureza; e d) relações financeiras que possam expressar um conflito de interesse.

O nome de pessoas que contribuíram intelectualmente para a elaboração do estudo, embora não justificando autoria, pode figurar acrescido de suas respectivas funções ou participação — por exemplo, "conselheiro científico", "análise crítica da proposta de estudo", "coleta de dados" ou "participação no experimento clínico". Cabe às pessoas mencionadas conceder permissão para serem citadas. Os autores são responsáveis pela obtenção do consentimento, por escrito, por parte das pessoas a quem agradecem, pois os leitores poderão inferir o endosso das mesmas aos dados e conclusões do trabalho.

O auxílio técnico deverá ter seu crédito referido em um parágrafo à parte das outras contribuições dignas de agradecimento.

Referências

Numere as referências consecutivamente pela ordem mencionada no texto. Identifique as referências, no texto, nas tabelas e legendas por meio de numerais arábicos entre parênteses. Aquelas apenas citadas em tabelas ou em legendas devem ser numeradas de acordo com uma seqüência estabelecida pela identificação inicial no texto da tabela ou figura em particular.

Use o estilo dos exemplos abaixo, baseados (com ligeiras modificações) nos padrões utilizados pela Biblioteca Nacional de Medicina dos E.U.A. no Index Medicus. Os títulos de periódicos deverão ser abreviados de acordo com a padronização do citado Index e, para isso, consulte a Lista de Periódicos Indexados publicada anualmente em forma de anexo, na edição de janeiro do Index Medicus.

Tente evitar o uso de sumários como referências; "observações não publicadas" e "comunicações pessoais" não podem ser usadas como referência, embora a referência a comunicações escritas — não orais — possam ser inseridas (entre parênteses) no texto. Inclua nas referências trabalhos aceitos, porém ainda não publicados: indique o periódico e acrescente "em fase de impressão". As informações provenientes de manuscritos submetidos à apreciação, porém ainda não aceitos, devem ser citados
no texto como "observações não publicadas" (entre parênteses).

As referências deverão ser verificadas pelo(s) autor(es) contrapostas aos documentos originais.

Encontram-se a seguir exemplos das formas corretas de publicação de referências:

Artigos em Periódicos

1. Artigo padrão em periódico (Enumere todos os autores, mas se o número deles exceder a seis, liste os seis seguidos por et al.)
You CH, Lee KY, Chey RY, Menguy R. Electrogastrographic study of patients with unexplained nausea, bloating and vomiting. Gastroenterology 1980 Aug;79(2):311-4.

Como opção, se o periódico apresentar paginação contínua no decorrer de um volume, o mês e o número da edição podem ser omitidos.
You CH, Lee KY, Chey RY, Menguy R. Electrogastrographic study of patients with unexplained nausea, bloating and vomiting. Gastroenterology 1980;79:311-4.
Goate AM, Haynes AR, Owen MJ, Farrall M, James LA, Lai LY, et al. Predisposing locus for Alzheimer's disease on chromosome 21. Lancet 1989,1:352-5.

2. Organização como autor
The Royal Marsden Hospital Bone-Marrow Transplantation Team. Failure of syngeneic bone-marrow graft without preconditioning in post-hepatitis marrow aplasia. Lancet 1977;2:742-4.

3. Sem autor declarado
Coffee drinking and cancer of pancreas [editorial]. BMJ 1981;283:628.

4. Artigo em outro idioma diverso do inglês
Massone L, Borghi S, Pestarino A, Piccini R, Gambin C. Localisations palmaires purpuriques de la dermatite herpetiforme. Ann Dermatol Venereol 1987;114:1545-7.

5. Volume com suplemento
Magni F, Rossoni G, Berti F. BN-52021 protects guinea-pig from heart anaphylaxis. Pharmacol Res Commun 1988;20Supl 5:75-8.

6. Edição com suplemento
Cardos G, Cole JO, Haskell D, Marby D, Paine SS, Moore P. The natural history of tardive dyskinesia. J Clin Psychopharmacol 1988;8(Suppl 4):31S-37S.

7. Volume com parte
Hanly C. Metaphysics and innateness: a psycho-analytic perspective. Int J Psychoanal 1988;69(Pt 3):389-99.

8. Edição com parte
Edwards L, Meyskens F, Levine N. Effect of oral isotretinoin on dysplastic nevi. J Am Acad Dermatol 1989;20
(2 Pt 1):257-60.

9. Edição sem volume
Baumelster AA. Origins and control of stereotyped movements. Monogr Am Assoc Ment Defic 1978;(3):353-84.

10. Sem edição ou volume
Danock K. Skiing in and through the hystory of medicine. Nord Medicinhist Arsb 1982:86-100.

11. Paginação em algarismos romanos
Ronne Y. Ansvarsfall. Blodtransfusion till fel patient. Vardfacket 1989;13:XXVI-XXVII.

12. Tipo de artigo indicado conforme necessário
Spargo PM, Manners JM. DDAVP and open heart surgery [letter]. Anaesthesia 1989;44:363-4.
Fuhrman SA, Joiner KA. Binding of the third component of complement C3 by Toxoplasma gondii [abstract]. Clin Res 1987;35:475A.

13. Artigo contendo retratação
Shishido A. Effect on platinum compounds on murine lymphocyte mitogenesis [Retraction of Alsabti EA, Ghalib ON, Salem MH. In: Jpn J Med Sci Biol 1979;32:53-65]. Jpn J Med Sci Biol 1980;33:235-7.

14. Artigo retratado
Alsabti EA, Ghalib ON, Salem MH. Effect of platinum compounds on murine lymphocyte mitogenesis [Retracted by Shishido A. In: Jpn J Med Sci Biol 1980;33:235-7]. Jpn J Med Sci Biol 1979;32:53-65.

15. Artigo contendo comentário
Piccoli A, Bossatti A. Early steroid therapy in IgA neuropathy: still an open question [comment]. Nephron 1989;51:289-91. Comment on: Nephron 1988;48:12-7.

16. Artigo comentado
Kobayashi Y, Fujii K, Hiki Y, Tateno S, Kurokawa A, Kamiyama M. Steroid therapy in IgA nephropathy: a retrospective study in heavy proteinuric cases [see comments]. Nephron 1988;48:12-7. Comment in: Nephron 1989;51:289-91.

17. Artigo com errata publicada
Schofield A. The CAGE questionnaire and psychological health [published erratum appears in Br J Addict 1989;84:701]. Br J Addict 1988;83:761-4.

Livros e outras monografias

18. Autor(es) Pessoal(ais)
Colson JH, Armour WJ. Sports injuries and their treatment. 2nd rev. ed. London: S. Paul, 1986.

19. Editor(es), compilador(es) como autor(es)
Diener HC, Wilkinson M, editores. Drug-induced headache. New York: Springer-Verlag, 1988.

20. Organização como autor e editor
Fundação Virginia Law. The medical and legal implications of AIDS. Charlottesville: The Foundation, 1987.

21. Capítulos de um livro
Weinstein L, Swartz MN. Pathologic properties of invading microorganisms. In: Sodeman WAJr, Sodeman WA, editors. Pathologic physiology: mechanisms of diseases. Philadelphia: Saunders, 1974:457-72.

22. Procedimentos de conferência
Vivian VL, editor. Child abuse and neglec: a medical community response. Proceedings of the First AMA National Conference on Child Abuse and Neglec; 1984 Mar 30-31; Chicago. Chicago: American Medical Association, 1985.

23. Documento de conferência
Harley NH. Comparing radon daughter dosimetric and risk models. In: Gammage RB, Kaie SV, editors. Indoor air and human health. Proceedings of the Seventh Life Sciences Symposium; 1984 Out 29-31; Knoxville (TN). Chelsea (MI): Lewis, 1985:69-78.

24. Relatório técnico ou científico
Akutsu T. Total heart replacement device. Bethesda (MD): National Institutes of Health, National Heart and Lung Institute; 1974 Apr. Report No.: NIH-NHLI-69-2185-4.

25. Dissertação
Youssef NM. School adjustment of children with congenital heart disease [dissertation]. Pittsburgh (PA): Univ. of Pittsburgh, 1988.

26. Patente
Harred JF, Knight AR, McIntyre JS, inventors. Dow Chemical Company, assignee. Epoxidation process. US patent 3,654,317. 1972 Apr 4.

Outros materiais publicados

27. Artigo de jornal
Rensberger B, Specter B. CFCs may be destroyed by natural process. The Washington Post 1989 Aug 7; Sect. A:2 (col. 5).

28. Audiovisual
AIDS epidemic: the physician's role [videorecording]. Cleveland (OH): Academy of Medicine of Cleveland, 1987.

29. Arquivo de computador
Renal system [computer program]. MS-DOS version. Edwardsville (KS): MediSim, 1988.

30. Material legal
Toxic Substances Control Act: Hearing on S. 776 Before the Subcomm. on the Environment of the Senate Comm. on Commerce. 94th Cong., 1st Sess. 343 (1975).

31. Mapa
Scotland [topografic map]. Washington: National Geographic Society (US), 1981.

32. Livro da Bíblia
Ruth 3: 1-18. The Holy Bible. Authorized King James version. New York: Oxford Univ. Press, 1972.

33. Dicionário e referências similares
Ectasia. Dorland’s illustrated medical dictionary. 27th ed. Philadelphia: Saunders, 1988:527.

34. Material clássico
The Winter's Tale: act 5, scene 1, lines 13-16. The complete works of William Shakespeare. London: Rex, 1973.

Material não publicado

35. Em impressão
Lillywhite HD, Donald JA. Pulmonary blood flow regulation in an aquatic snake. Science. In press.

 

Tabelas

Digite ou imprima cada tabela em espaçamento duplo, em folha anexa. Não apresente tabelas como fotografias. Numere as tabelas consecutivamente na ordem de sua primeira citação no texto, acompanhadas de um breve título para cada uma. Dê a cada coluna um cabeçalho curto ou abreviado. Coloque as questões explanatórias em notas de rodapé, e não no cabeçalho, explicando todas as abreviaturas não padronizadas que sejam utilizadas em cada tabela. Nessas notas de rodapé use os seguintes símbolos, obedecendo à seqüência: *, †, ‡, §, ||, ¶, **, ††, ‡‡, ....

Identifique medidas estatísticas de variações, como desvio e erro padrão.

Não utilize linhas internas verticais e horizontais.

Certifique-se de que cada tabela esteja citada no texto.

Ao utilizar dados provenientes de outra fonte, publicada ou não, obtenha permissão para utilizá-los e conceda crédito total aos mesmos.

O uso excessivo de tabelas em relação à extensão do texto poderá produzir dificuldades na montagem do layout das páginas. Examine outras edições da publicação à qual você planeja submeter seu artigo a fim de estimar quantas tabelas podem ser usadas em relação a cada mil palavras de texto.

O editor, ao aceitar um artigo pode recomendar que tabelas adicionais, contendo importantes dados de apoio mas extensos demais para serem publicados, sejam depositados em um serviço de arquivos, tal como o National Auxiliary Publication Service nos Estados Unidos, ou postos à disposição pelos autores. Neste caso, será acrescentada ao texto uma declaração apropriada. Apresente tais tabelas para avaliação juntamente com seu artigo.

 

Ilustrações (figuras)

Apresente o número completo de jogos necessários de figuras, que deverão ser desenhadas e fotografadas por profissionais. Legendas manuscritas ou datilografadas são inaceitáveis. Em vez de desenhos originais, radiografias e outros materiais, envie reproduções fotográficas em preto e branco sobre papel liso e brilhante, geralmente nas medidas 127x173mm (5x7 polegadas), porém não maiores que 203x254mm (8x10 polegadas). As letras, números e símbolos devem ser nítidos e uniformes em todo o trabalho, além do tamanho ser suficiente, de modo a que, após redução para a publicação, cada item ainda permaneça legível. Títulos e explicações detalhadas devem ser dadas na legenda e não nas próprias ilustrações.

Cada figura deverá ter colada no verso uma etiqueta, indicando seu número, o nome do autor e a indicação onde fica a sua parte superior. Não escreva no verso de figuras, nem arranhe ou faça vincos em sua superfície ao usar clipes. Evite dobrá-las, e não as monte em molduras de papelão.

Microfotografias deverão possuir, obrigatoriamente, escala incorporada. Símbolos, setas ou letras utilizadas em microfotografias deverão contrastar com o fundo em que estejam apostos.

Caso sejam utilizadas fotografias de pessoas, elas não poderão ser identificáveis, ou suas fotografias deverão estar acompanhadas de uma permissão por escrito para divulgação.

As figuras deverão estar numeradas de acordo com a ordem em que forem citadas no texto. Se uma figura já houver sido publicada, mencione os créditos da publicação original e apresente a permissão, por escrito, emitida pelo detentor do direito autoral, para reproduzir o material. A permissão é exigida independentemente da autoria ou do editor, exceto para documentos de domínio público.

Para ilustrações coloridas, verifique se a publicação requer negativos a cores, transparências positivas ou fotografias coloridas. Desenhos anexos para indicar as regiões a serem reproduzidas poderão ser úteis ao editor. Alguns periódicos publicam ilustrações em cores somente mediante pagamento da despesa extra pelo autor.

 

Legendas de ilustrações

Digite ou imprima as legendas das ilustrações
em espaçamento duplo, iniciando em uma página separada anexa, com numerais arábicos correspondentes às ilustrações. Quando forem utilizados símbolos, setas, números ou letras para identificar partes das ilustrações, identifique e explique claramente cada uma delas na legenda. Mencione a escala incorporada interna e o método de coloração nas microfotografias.

 

UNIDADES DE MEDIDAS

As medidas de comprimento, altura, peso e volume devem ser apresentadas em unidades métricas (metro, quilograma ou litro) ou seus múltiplos e submúltiplos decimais.

Temperaturas devem ser dadas em graus Celsius, e a pressão sangüínea, em milímetros de mercúrio.

Todas as medições químicas, hematológicas e clínicas deverão ser dadas no sistema métrico, nos termos do Sistema Internacional de Medidas (SI). Os editores podem exigir que unidades alternativas (ou não pertencentes ao SI) sejam acrescidas pelos autores antes da publicação.

 

ABREVIATURAS E SÍMBOLOS

Use apenas abreviaturas padronizadas, evitando-as no título e no sumário. O termo completo a ser representado por uma abreviatura deverá preceder a aparição desta no texto, a menos que se trate de uma unidade padrão de medida.

 

APRESENTAÇÃO DE MANUSCRITOS

Envie o número exigido de cópias do manuscrito em um envelope de papel resistente e apropriado, incluindo também as figuras protegidas por um papelão, se necessário, a fim de evitar que elas se dobrem durante o manuseio da correspondência nos correios. Coloque as fotografias e transparências no interior de outro envelope resistente.

Os manuscritos têm de ser acompanhados por uma carta assinada por todos os co-autores. Ela deverá incluir: a) informações sobre publicação anterior ou redundante, ou, ainda, envio de qualquer parte do trabalho a outro periódico, conforme definido anteriormente neste documento;
b) declaração de relações financeiras ou de outra natureza que possam causar conflitos de interesses; c) declaração de que o manuscrito foi lido e aprovado por todos os autores, que os requisitos de autoria (conforme anteriormente estipulados neste documento) foram satisfeitos, e, além do mais, que cada co-autor considere o trabalho idôneo; e d) o nome, endereço e número telefônico do autor responsável pela comunicação com os demais para efetuar revisões e aprovação final das provas. A carta deverá fornecer, ainda, informações úteis ao editor, como o tipo de artigo em que o manuscrito se enquadra e a decisão do(s) autor(es) em custear a reprodução de ilustrações coloridas.

O manuscrito deverá ser acompanhado de cópias de todas as permissões para reprodução de material previamente publicado, utilização de ilustrações ou relato de informações pessoais, ou, ainda, identificação de pessoas que para ele contribuíram.

 

Textos em disquetes

Para textos em fase final de aceitação, alguns periódicos solicitam aos autores o envio de cópias eletrônicas (em disquetes) podendo aceitar uma variedade de formatações de processamento de dados ou arquivos de texto (ASCII).

Ao apresentar disquetes, os autores devem:

1. Certificar-se de incluir uma cópia impressa da versão original do disquete;

2. Colocar no disquete apenas a última versão do manuscrito;

3. Nomear o arquivo com clareza;

4. Etiquetar o disquete com o formato e o nome do arquivo; e

5. Fornecer informações sobre o hardware e o software utilizados.

Os autores devem consultar a seção Informações aos Autores quanto a formatações adequadas, denominação de arquivos e disquetes, número de cópias a serem submetidas e outros detalhes.

 

PUBLICAÇÕES PARTICIPANTES

As publicações que expressaram ao Comitê Internacional de Editores de Periódicos Médicos o desejo de considerar, para a publicação, manuscritos adequados às versões anteriores dos requisitos uniformes do comitê, devem identificar-se como tal em seu informativo aos autores. Uma lista completa encontra-se gratuitamente disponível mediante solicitação aos Annals of Internal Medicine.

 

DECLARAÇÕES ADICIONAIS DO COMITÊ INTERNACIONAL DOS EDITORES DE PERIÓDICOS MÉDICOS

Retratação de descobertas em pesquisas

Os editores devem supor inicialmente que os autores estejam relatando um trabalho baseado em observações honestas. Não obstante, dois tipos de dificuldade podem surgir.

Primeiramente, podem ocorrer erros em artigos publicados que exijam a publicação de uma correção ou de uma errata relativa a uma parte do texto. Um erro pode ser tão grave, a ponto de comprometer todo o trabalho, mas isto é improvável, e editores e autores deverão considerar tal ocorrência como um caso único e decidir individualmente. Tal erro não deve ser confundido com inadequações expostas pelo surgimento de novas informações científicas no decurso normal da pesquisa, que não requerem nem correções nem supressões de texto.

O segundo tipo de dificuldade é a fraude científica. Caso surjam dúvidas substanciais em relação à honestidade de um trabalho, esteja ele em fase de apreciação ou já publicado, é responsabilidade do editor assegurar que a questão seja convenientemente abordada (incluindo uma possível consulta aos autores). Entretanto, não constitui sua tarefa realizar uma investigação plena ou tomar uma providência; esta responsabilidade cabe à instituição onde o trabalho foi realizado ou ao seu órgão financiador. O editor deverá ser logo informado acerca da decisão final, e, caso um trabalho fraudulento tenha sido publicado, o periódico deverá apresentar uma retratação.

Esta deverá aparecer numa seção de destaque do periódico, figurar na página de índice, e incluir em seu cabeçalho o título do artigo original, e não se restringir a apenas uma carta ao editor. Seria conveniente que o autor original a subscrevesse, embora, sob certas circunstâncias, o editor possa aceitar justificativas por parte de outros responsáveis. Na retratação dever-se-á justificar esse procedimento e incluir uma referência bibliográfica pertinente.

A validade de um trabalho anterior do autor de um artigo fraudulento não pode ser aceita. Os editores podem pedir à instituição a que o autor pertence, para confirmar a validade do trabalho anterior publicado em seus periódicos ou proceder a uma retratação do mesmo; caso isto não seja feito, podem publicar uma declaração, para retirar seu endosso à validade de tal trabalho publicado anteriormente. (Aprovado em 1987)

 

Liberdade e integridade editorial

Os editores e proprietários de periódicos médicos possuem um empenho em comum: a publicação de um periódico confiável e fidedigno, elaborado com o devido respeito pelos seus objetivos e custos. As funções dos proprietários e dos editores, entretanto, são diferentes. Os primeiros têm o direito de nomear e demitir editores e de tomar importantes decisões administrativas nas quais os editores deverão estar envolvidos na máxima extensão possível. Os editores devem ter plena autoridade para a determinação do conteúdo do periódico. Este conceito de liberdade editorial deve ser resolutamente defendido pelos editores, mesmo pondo em risco seus cargos. A fim de assegurar esta liberdade na prática, o editor deve ter acesso direto ao mais elevado nível de propriedade, e não apenas a um gerente preposto.

Os editores de periódicos médicos deveriam ter um contrato que enuncie claramente os direitos e deveres do editor, além dos termos gerais de sua contratação, e que defina procedimentos para resolução de conflitos.

Um conselho editorial independente pode ser útil no auxílio ao editor para estabelecer e manter suas diretrizes profissionais.

Todos os editores e respectivas organizações têm a obrigação de apoiar o conceito de liberdade editorial e de levar as possíveis transgressões de volta ao conhecimento da comunidade médica internacional. (Aprovado em 1988)

 

Sigilo

Os manuscritos devem ser revisados mantendo-se o sigilo dos autores. Ao submeter os manuscritos à apreciação, eles confiam aos editores o resultado de sua atividade científica e esforço criativo, dos quais podem depender sua carreira e reputação. Os direitos autorais podem ser violados pela revelação de detalhes confidenciais resultante da análise de seus manuscritos. Aos revisores também é assegurado direito ao sigilo, que deve ser respeitado pelo editor; contudo, este poderá ser quebrado em caso de alegações de desonestidade ou fraude, porém, terá de ser estritamente honrado em qualquer outra situação.

Os editores não devem revelar informações relacionadas a manuscritos, inclusive quanto ao recebimento, conteúdo, situação no processo de análise, críticas emitidas pelos revisores ou destino final desses textos. Tais informações somente poderão ser fornecidas aos próprios autores ou revisores.

Os editores devem esclarecer a seus revisores que os manuscritos enviados para análise constituem comunicações privilegiadas e propriedade particular dos autores. Portanto, revisores e membros da equipe editorial devem respeitar os direitos autorais, não abordando publicamente os trabalhos ou apropriando-se de suas idéias antes que o manuscrito
seja publicado. Não se deverá permitir aos revisores fazer cópias do manuscrito para seus arquivos, assim como compartilhá-los com outros, exceto mediante permissão editoral. Também não devem guardar cópias de manuscritos rejeitados.

As opiniões divergem quanto ao anonimato dos revisores. Alguns editores de periódicos biomédicos exigem que eles assinem os comentários devolvidos aos autores, mas a maioria não faz essa exigência, ou a deixa a critério do revisor. Nos comentários anônimos, a identidade do revisor não poderá ser revelada nem ao autor nem a outra pessoa qualquer.

Alguns periódicos publicam os comentários dos revisores juntamente com o texto original, o que não deverá ser adotado sem o consentimento dos autores ou revisores. Entretanto, tais comentários podem ser enviados para outros revisores, os primeiros sendo notificados da decisão do editor. (Aprovado em 1989)

 

O Papel da seção de correspondência

Todos os periódicos biomédicos devem possuir uma seção contendo comentários, perguntas ou críticas sobre os artigos publicados, nos quais seus autores originais possam se manifestar. Em geral, mas não necessariamente, isto pode tomar a forma de uma coluna de Cartas dos Leitores. A falta de uma seção como esta priva os leitores da possibilidade de opinar sobre os artigos no mesmo periódico onde foi publicado o trabalho original. (Aprovado em 1989)

 

Manuscritos concorrentes baseados no mesmo estudo

Editores podem receber manuscritos provenientes de diferentes autores oferecendo interpretações conflitantes acerca do mesmo estudo. Eles terão então que decidir se devem analisar os manuscritos concorrentes a eles submetidos de forma mais ou menos simultânea por diferentes grupos ou autores, ou eles podem ser pedidos para considerar apenas um — enquanto um manuscrito concorrente foi ou será submetido a um outro periódico. À parte a questão não solucionada da propriedade dos dados, discute-se aqui a conduta dos editores face a manuscritos concorrentes baseados no mesmo estudo.

Dois tipos de múltiplas apresentações são consideradas: a) apresentações de co-pesquisadores que discordam da análise e da interpretação de seu estudo; e b) apresentações de co-pesquisadores que discordam dos fatos e de quais dados devem ser relatados.

As seguintes observações gerais podem auxiliar os editores e outras pessoas a tratar deste problema.

 

Diferenças em análises ou interpretação

Normalmente os periódicos não desejam publicar artigos escritos por membros de uma mesma equipe de pesquisa, que tenham análises e interpretações divergentes em relação aos dados; a apresentação deste tipo de manuscritos deve ser desencorajada. Se os co-pesquisadores não podem resolver suas divergências antes da apresentação de um manuscrito, contendo múltiplas interpretações, essas dissenções devem ser submetidas ao editor de forma que os revisores possam abordar o problema. Uma das funções importantes da revisão por parte de profissionais é avaliar as análises e interpretações dos autores, sugerindo modificações apropriadas nas conclusões antes da publicação. Por sua vez, depois que a versão discutida for publicada, os editores poderão aceitar uma carta ao editor ou um segundo manuscrito por parte dos autores dissidentes.

Múltiplas versões de trabalhos trazem um dilema aos editores. A publicação de manuscritos sob contenda para veicular divergências entre autores pode gerar o desperdício de espaço no periódico e confusão no leitor. Por outro lado, caso o editor publique conscientemente um manuscrito elaborado somente por alguns membros da equipe, estará negando aos demais seus legítimos direitos de co-autoria.

Diferenças em métodos ou resultados relatados

Por vezes os pesquisadores discordam quanto ao que foi efetivamente realizado ou observado e aos dados que devem ser relatados. Não se pode esperar que a revisão por colegas profissionais possa dirimir esse problema. Os editores deveriam declinar de qualquer consideração em relação a essas múltiplas apresentações até que o problema seja solucionado. Ademais, se houver alegações de desonestidade ou fraude, os editores deverão informar às autoridades competentes.

Os casos acima descritos devem ser diferenciados daqueles em que autores independentes e não-colaboradores entre si apresentam manuscritos isolados com base em análises distintas de dados publicamente disponíveis. Nesta circunstância, poderão ser justificadas múltiplas apresentações, podendo mesmo haver uma boa razão para a publicação de mais de um manuscrito — já que as diferentes abordagens analíticas podem ser complementares e igualmente válidas. (Aprovado em 1991)

 

Ordem de autoria

A ordem de inclusão dos nomes dos autores é determinada pelos mesmos, os quais devem satisfazer os critérios básicos de autoria (conforme exposto nos Requisitos Uniformes). Em função da variedade dessa ordem, o seu significado não pode ser acuradamente inferido a menos que seja declarado pelos autores; pode-se acrescentar uma justificativa a essa seqüência, em uma nota de rodapé. Ao decidir quanto à ordem, deve-se estar consciente de que muitos periódicos limitam o número de autores citados no índice, e que a National Library of Medicine (Biblioteca Nacional de Medicina) menciona em sua MEDLINE apenas os dez primeiros. (Aprovado em 1991)

 

Normas para a proteção do direito ao anonimato do paciente

Descrições ou fotografias detalhadas de pacientes individuais, seja de corpo inteiro ou de partes do mesmo (incluindo fisionomias), constituem, por vezes, documentação fundamental em artigos de periódicos médicos. O seu uso pode revelar a identidade do paciente, algumas vezes até por meios indiretos, mediante uma combinação de informações aparentemente inócuas.

Reserva-se aos pacientes (e a seus familiares) o direito ao anonimato na publicação de relatos clínicos. Devem ser evitados detalhes que os possam identificar, a menos que sejam essenciais para fins científicos. O mascaramento da região dos olhos, em fotografias, poderá ser ineficaz na preservação do anonimato.

Se a publicação de informações reveladoras for essencial, dever-se-á obter a anuência da pessoa mencionada.

A modificação de dados do paciente não deverá ser utilizada como forma de assegurar anonimato.

Os periódicos médicos deverão publicar suas normas editoriais relativas à descrição detalhada de pacientes e de fotografias. Quando for obtido o consentimento das pessoas referidas pelos autores, isto deverá constar claramente no artigo. (Aprovado em 1991)

 

Definição de periódico revisado por colegas de profissão

Um periódico revisado por colegas profissionais é aquele onde a maioria dos artigos publicados foi submetida à apreciação de peritos alheios à sua equipe editorial. O número e os tipos de manuscritos enviados para apreciação, a quantidade de revisores, os procedimentos de revisão e as opiniões dos revisores são variáveis, e, portanto, cada periódico deve fazer constar publicamente suas normas nas Instruções aos Autores, em benefício dos leitores e dos autores em potencial. (Aprovado em 1992)

 

Periódicos médicos e a mídia popular

O interesse público em novidades na pesquisa médica levou a mídia popular a concorrer vigorosamente na obtenção de informações sobre descobertas científicas o mais rapidamente possível. Pesquisadores e instituições às vezes incentivam o relato de pesquisas na mídia popular antes da respectiva publicação integral em um periódico científico, mediante conferências para a imprensa ou concessão de entrevistas.

O público tem o direito de conhecer importantes informações médicas sem atraso desnecessário, tendo os editores responsabilidade nesse processo. Entretanto, os médicos necessitam de relatos disponíveis e plenamente detalhados, antes de aconselhar seus pacientes acerca das conclusões. Ademais, os relatos de pesquisa científica na mídia, antes da revisão do trabalho por colegas profissionais e da sua publicação integral, pode levar à divulgação de conclusões imprecisas ou prematuras.

Os editores podem considerar úteis as seguintes recomendações, na medida em que elas procuram estabelecer condutas em relação a essas questões:

1. Os editores podem apoiar a transmissão metódica de informações médicas provenientes de pesquisadores, através de periódicos revistos por médicos, para o público. Isto pode ser realizado através de acordo com os autores para que não divulguem seus trabalhos enquanto o manuscrito estiver sendo avaliado ou aguardando publicação, e acordo com a mídia no sentido de que não liberem suas matérias antes da publicação no periódico médico. Por sua vez, o próprio periódico cooperará com eles na elaboração de relatos precisos (ver a seguir).

2. Raríssimas pesquisas médicas possuem implicações clínicas tão claras e com importância e urgência para a saúde do público que justifiquem a divulgação dos resultados antes de sua publicação integral em um periódico médico. Em tais circunstâncias excepcionais, entretanto, as autoridades competentes deverão opinar e se responsabilizar pela disseminação antecipada de informações a médicos e à mídia. Caso o autor e as autoridades competentes desejem a inclusão do texto em um determinado periódico especializado, seu editor deverá ser consultado antes da liberação da matéria ao público. Se os editores aceitarem a liberação imediata, eles deverão renunciar a suas diretrizes à divulgação informativa prévia à publicação.

3. As diretrizes destinadas a limitar a publicidade prévia de informações, não deverão ser extensivas a relatos, na mídia, de comunicações divulgadas em encontros científicos ou aos respectivos sumários (ver Publicação Prévia e Duplicada). Os pesquisadores que participem com trabalhos em encontros científicos devem ter a liberdade de conversar sobre suas apresentações com repórteres, mas devem evitar a dar mais detalhes sobre suas pesquisas, além dos já revelados nas palestras.

4. Quando um artigo estiver prestes a ser publicado, os editores podem desejar auxiliar a mídia a preparar reportagens precisas, fornecendo boletins de notícias, respondendo a preguntas, entregando cópias prévias do periódico ou encaminhando repórteres aos especialistas apropriados. Esta colaboração com a mídia deveria ser no sentido de vincular a liberação de suas matérias simultaneamente com a publicação do artigo. (Aprovado em 1993)

 

Conflito de interesse

O conflito de interesse em relação a um dado manuscrito caracteriza-se quando um profissional responsável pela revisão e, no processo de publicação — autor, revisor e editor — estão ligados a atividades que poderiam influenciar inapropriadamente seu julgamento. Relações financeiras com a indústria (por exemplo: emprego, consultoria, propriedade de ações, honorários, testemunho de especialistas), seja diretamente ou por intermédio de relações familiares, são em geral considerados os mais importantes conflitos de interesse. Entretanto, podem ocorrer outros por razões diversas, como por força de relações pessoais, concorrência acadêmica e paixão intelectual.

A confiança geral no processo de revisão por profissionais e na credibilidade de artigos publicados dependem em parte de quão bem se lide com o conflito de interesse durante a concepção do texto, a revisão e a decisão editorial. Preconceitos podem ser identificados e eliminados pela atenção cuidadosa aos métodos científicos e conclusões do trabalho. As relações financeiras e sua influência são menos facilmente detectados do que outros conflitos de interesse. Os participantes na revisão por colegas de profissão, e na publicação, devem revelar seus interesses conflitantes, e as informações devem ser expostas à disposição de forma que outros possam julgar seus efeitos per se. Em virtude da maior dificuldade dos leitores em detectar comprometimentos em artigos e editoriais do que em relatos de pesquisa original, alguns periódicos não aceitam tais textos de autores que possuam um conflito de interesse.

Autores

Quando submetem um manuscrito à apreciação, seja um artigo ou uma carta, os autores são responsáveis pelo reconhecimento e revelação de interesses financeiros ou de outro tipo que possam comprometer seu trabalho. Eles devem dar testemunho no manuscrito por todo apoio financeiro ao trabalho e outros vínculos financeiros ou pessoais com o trabalho.

Revisores

Compete aos revisores externos, em caráter profissional, revelar aos editores quaisquer conflitos de interesse que possam comprometer a isenção de suas opiniões sobre o manuscrito, e, ao mesmo tempo, renunciar à revisão de textos específicos, caso julguem-na uma medida apropriada. Os editores deverão ter conhecimento dos conflitos de interesse dos revisores para interpretarem suas opiniões e opinarem sobre a competência do revisor em declinar da análise de um manuscrito. Os revisores não devem utilizar a informação oriunda do trabalho em julgamento antes de sua publicação, com o fim de ampliar seus próprios interesses.

Editores e Equipe Editorial

Os editores que tomam decisões finais sobre manuscritos não devem ter qualquer envolvimento financeiro pessoal em nenhuma questão sobre as quais possam vir a exercer julgamento. Outros membros da equipe, caso participem das decisões que lhes competem, devem proporcionar aos editores uma descrição atualizada de seus interesses financeiros à medida em que possam participar de julgamentos editoriais, além de se desqualificarem quando se configurarem conflitos de interesses. Os artigos e cartas publicadas devem incluir descrição de qualquer apoio financeiro e de qualquer conflito de interesse do qual, no julgamento do editor, os leitores devam tomar conhecimento.

A equipe editorial não deve utilizar em proveito próprio as informações obtidas através do trabalho realizado com os manuscritos. (Aprovado em 1993)

 

Publicidade

A maioria dos periódicos médicos contém matéria de publicidade que gera receita para seus mantenedores, mas não deve admitir a publicidade passível de interferir nas decisões editoriais. Os editores devem ter plena responsabilidade pelas diretrizes de publicidade. Os leitores deverão ser capazes de distinguir imediatamente entre anúncios publicitários e material editorial. A justaposição de material editorial e publicitário, nos mesmos produtos ou assuntos, deverá ser evitada, e não se deve veicular publicidade sob condição de figurar na mesma edição de um dado artigo.

Um periódico não pode ser dominado pela publicidade, mas os editores devem ser cautelosos ao publicar propagandas de apenas um ou dois anunciantes, já que os leitores poderão supor que o editor tenha sido influenciado pelos mesmos.

Os periódicos não devem apresentar anúncios de produtos comprovadamente deletérios à saúde - cigarros, por exemplo. Os editores devem certificar-se de que os padrões existentes para publicidade sejam respeitados ou desenvolver suas próprias normas. Finalmente, os editores devem considerar para publicação todas as críticas a anúncios. (Aprovado em 1994)

 

Suplementos

Suplementos são coletâneas de textos que abordam tópicos ou questões a elas relacionadas, publicados sob forma de edição anexa ao periódico ou de uma segunda parte de uma edição regular, e, geralmente, subvencionados por fontes diferentes daquelas da editoria do periódico. Os suplementos podem servir a diversos propósitos: educação, intercâmbio de informações de pesquisa, facilidade de acesso a um determinado conteúdo e ampla cooperação entre entidades acadêmicas e corporativas. Em função das fontes de patrocínio, o conteúdo de suplementos poderá espelhar comprometimento na escolha de tópicos e de opiniões. Os editores deverão portanto considerar os seguintes princípios:

1. O editor do periódico tem de assumir responsabilidade pelas diretrizes, práticas, e conteúdos dos suplementos, além de aprovar a nomeação de qualquer editor do suplemento e resguardar sua autoridade para rejeitar documentos.

2. As fontes de financiamento para pesquisa, reuniões e publicação deverão ser claramente descritas e localizadas com destaque no suplemento, de preferência em cada página. Sempre que possível, o financiamento deverá provir de mais de um patrocinador.

3. A publicidade, em suplementos, deverá seguir as mesmas diretrizes sob as quais se rege o restante do periódico.

4. Os editores deverão permitir aos leitores distinguirem prontamente as páginas normais do periódico e as do suplemento.

5. Não deverá ser permitida a edição por parte da organização financiadora.

6. Os editores do periódico e do suplemento não devem aceitar favores pessoais ou compensações excessivas por parte dos patrocinadores dos suplementos.

7. A publicação secundária em suplementos deverá ser claramente identificada por meio de citação do texto original. Deverá ser evitada publicação redundante. (Aprovado em 1994)

 

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